Olhar sem Fronteiras

Olhar sem Fronteiras

Oficina de fotografia desenvolvida com um grupo de refugiados, na ONG Cáritas RJ, com apoio do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados).

Refugiados são pessoas comuns (homens, mulheres e crianças de todas as idades) que foram forçadas a abandonar suas casas devido a conflitos armados, guerras, perseguições religiosas ou por motivo de nacionalidade, raça, grupo social e opinião política. Eles buscam refúgio em outros países para salvar e reconstruir suas vidas. No Brasil há hoje cerca de 4.400 refugiados de mais de 70 nacionalidades.

Um dos meus objetivos com a oficina é que os alunos se expressem através da fotografia. Pensando no Diagnóstico Participativo, um encontro realizado anualmente entre a Cáritas e o ACNUR para ouvir as necessidades dos refugiados, propus que eles fotografassem suas alegrias, dificuldades e sonhos.

Trabalhamos com o que tínhamos ao alcance: câmeras compactas (deles e algumas doações de amigos) e celulares. Como metodologia me preocupei mais em falar sobre enquadramento, composição, explorar e experimentar novos ângulos, estar atento ao que acontece a nossa volta e ao “instante decisivo” (Cartier-Bresson), aproveitar melhor a luz natural, e também mostrei os recursos que as câmeras compactas possuem e eles não conheciam. Vimos isso na prática e através de fotos que eu selecionei e levei pra eles.

Meu segundo objetivo é ajudar a mostrar para a sociedade a situação do refúgio, ainda invisível ou carregada de preconceito. Acredito que isso é fundamental para promover a socialização e integração dos refugiados ao seu novo lar. Conseguir emprego, por exemplo, ainda é um enorme obstáculo, e com isso as dificuldades financeiras são gigantes.

Acredito na riqueza da diversidade e na convivência pacífica, e que algo em comum permeia a existência humana independente de qualquer condição. Qual é a sua alegria? E a dificuldade? E seu sonho? Cinco refugiados recém chegados ao Brasil contaram isso através de suas fotos. São eles: Abdullah, 33 anos, farmacêutico, sírio; Sandra, 26 anos, professora, nigeriana; Regina, 25 anos, jornalista, congolesa; Noura, 24 anos, jornalista, congolesa; Lupemba, 26 anos, jornalista, congolesa.

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